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Jorge Gerdau nega adesão de seu grupo ao Refis
Postado em: 11/12/2013

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, afirmou nesta terça-feira que o grupo não aderiu ao programa de renegociação de dívidas de impostos da Receita Federal, o Refis. "Não aderimos porque não temos esse tipo de problema", afirmou o executivo.

Questionado sobre a cobrança de 1,3 bilhão de reais pela Receita, Gerdau afirmou, entretanto, que a empresa calcula dever apenas 100 milhões de reais. O empresário, que também preside Câmara de Políticas de Gestão da Presidência da República, participou na manhã desta terça de uma conferência sobre educação durante o Clinton Global Initiative, que ocorre pela primeira vez no país, no Rio de Janeiro.

Gerdau comentou também o programa de concessões do governo federal, que classificou como inteligente e promissor. "Para atender à demanda logística precisamos ter um estoque de projetos de investimento em infraestrutura para que, em cima deles, possamos ter negociações inteligentes para novas concessões", afirmou.

Segundo Gerdau, enfrentar os desafios logísticos do país é um trabalho "enorme". "É um modelo que pode funcionar, mas precisa ter estoque de projetos para atingir rapidamente esta defasagem na logística e manter o ritmo de investimentos. Não havia uma decisão de bancar a iniciativa privada nesse processo, então o importante é o encaminhamento. Difícil é a decisão política, e isso foi feito."

Portos - O executivo também comentou a autorização para instalação de cinco novos portos no país, a partir da nova legislação aprovada no primeiro semestre. "Toda nova legislação traz uma interrupção sobre processos anteriores que vão sendo ajustados. Há um avanço, mas o cenário portuário do país, pensando na redução do custo logístico, é um desafio enorme. Vai levar anos para o Brasil atingir padrões de competitividade mundial", completou.

Gerdau avaliou ainda o trabalho na Câmara de Políticas de Gestão. "Melhoria de gestão é uma tarefa de anos, é uma mudança cultural. Em empresas privadas, este processo leva até cinco anos. Na gestão pública pode chegar a dez", afirmou. "Já era esperado essa demora, mas o governo tem que bancar. Não tem opção. Se o país quer ser competitivo, tem que melhorar a gestão", concluiu.

Fonte: (Com Estadão Conteúdo)
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